La Casa de Zé ÁlhoA Casa do Zé Álho
À Assamassa, un village du concelho de Tomar (Médio Tejo, Portugal), se dressait la maison de Zé Álho — « Joseph l'Ail », le grand-père d'Humberto. Enfant, quand il passait, les voisins disaient : « é o netinho do Zé Álho ».Em Assamassa, uma aldeia do concelho de Tomar (Médio Tejo), ficava a casa do Zé Álho — o avô do Humberto. Em criança, quando ele passava, os vizinhos diziam: « é o netinho do Zé Álho ».
Là-bas, chaque famille héritait d'un surnom. Le grand-père reçut Álho, l'ail ; la maison juste en dessous, c'était Pimenta, le poivre ; un autre, plus grognon, devint Vinagre, le vinaigre. C'est ainsi que la ruelle a pris son nom : Travessa dos Temperos. Ce dossier porte, littéralement, le nom de sa rue.Ali, cada família herdava uma alcunha. O avô recebeu Álho; a casa mesmo abaixo era a Pimenta; outro, mais rezingão, ficou Vinagre. Foi assim que a ruela ganhou o nome de Travessa dos Temperos. Este dossiê tem, literalmente, o nome da sua rua.
« A casa nunca morreu — o amor sempre venceu. »La maison n'est jamais morte — l'amour a toujours vaincuProvérbio da família
La grand-mère, Aurora Maria, y cuisait le pain. Tombée en ruines, la maison a été relevée pierre après pierre par le père d'Humberto, Joaquim — à soixante-dix ans. Cinq générations, une même table.A avó, Aurora Maria, cozia ali o pão. Caída em ruínas, a casa foi reerguida pedra sobre pedra pelo pai do Humberto, o Joaquim — aos setenta anos. Cinco gerações, a mesma mesa.
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